segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Hawkins: Untold Memories - Capítulo 2: A Verdade.

 

 
 

 

Na manhã seguinte, Judith está na cozinha com Holly. As duas sentadas nas cadeiras, enquanto conversam.

– Então… Aquela história sobre a On tá viva é real? – Ela perguntou pela sei lá qual vez. Tomando café e mordiscando o pão, olhando atentamente para Judith.

Judith concordou com a cabeça, bebendo do café também. – Vim à pedido dela… e sou a cara dela. – Ela sorriu.
 
 

 
 
Mike descia à passos lentos do andar de cima, ouvindo elas conversarem. Assim que seus olhos cruzaram os delas, elas viram um Mike de olhos fundos e rosto inchado, de chorar a noite toda. Ele deu um sorriso forçado e cansado, acenando.

– Bom dia, garotas. – Suspirou, se servindo com um café também, mas sem se sentar.

– Miiiiiike. A carta foi tão pesada assim, hein? – Holly tombou a cabeça, preocupada com o irmão. Sua boca torcendo um pouco.

– Tá tudo bem, Holly. Só foi muita informação… pra uma carta. – Mike complementou, tentando acalmar a mais nova e olhou para Judith. – A On tá bem? Você… sabe?

Judith pensou em contar, mas hesitou. Queria seguir o pedido de sua mãe com a clareza que ela deu: Conhecer Mike e Hawkins. Antes de qualquer coisa.
 
 
 




 
Então, a jovem concordou com a cabeça, deixando sem respostas detalhadas. Mike suspirou mais fundo ainda, passou pela sua cabeça se ela tinha morrido… Já fazem 20 anos… Mas como ela morreria tão jovem aos 39 anos? Foi acidente? Foi por querer? Tantas coisas na sua cabeça. Pensando em todas as possibilidades.

– Certo… Judith… – Ele olhou o relógio, destruído. E então foi até a escada de novo. – EEeeeerick! Vamos, menino! Vamos chegar atrasado na escola!

– Vamos? – Judith perguntou curiosa com aquela afirmação.

Holly então a olhou, sorrindo.

– Mike é diretor! E meu menino estuda lá, também. – Falou tranquilamente, tirando um sorriso também de Judith.

Não durou muito aquele momento, Erick descia as escadas às pressas, colocando um dos sapatos.

– Tá bom, tio! Tô prontooo! Vaaamooosss! Tchau mamãe, tchau moça! – Ele acenou, abrindo a porta e correndo para o carro de Mike.

Já Mike, olhou para Judith. – Converso com você quando eu voltar?

– Conversamos sim, Mike. – Judith sorriu, em concordância. Ela bebeu mais café.


– Até depooooois. – Holly acenou também.
 
 
 


 
Na escola. Acontecia o de sempre: Mike chamava os alunos bagunceiros para a sala da diretoria, ligava para os pais, falando sobre algum comportamento… Até chegar o horário de almoço dos professores e alunos.

Mike procura Dustin, que, atualmente, dá aula de ciências para o Fundamental e Ensino Médio. Mike tinha a cara mais cansada que o normal, fazendo que o amigo ficasse preocupado, o luto voltou?






– Eita, Mike! Acho que alguma coisa não desceu legal hein. Cê tá bem? – Deu uns tapinhas gentis no ombro dele, ao se aproximar.

– Bom… Digamos que a On me enviou uma carta. – O olhou com seu olhar cansado, mas sorriu fraco, esperançoso.

Dustin de cara abriu um sorriso, então arregalou os olhos, piscou várias vezes. – Heeeeeein? Queeeeeee? Mas ela não tinha…..?

– Sim! Ela conseguiu ir para as três cachoeiras… E acabou se casando, tendo uma filha… – A parte do casamento de fato enciumava um pouco Mike, falando de uma maneira difícil de engolir.

– Me conta essa história direito, cara! Desde quando? Tava na carta? – Falou em empolgação, incrédulo.

– Não… A filha dela, a Judith. Tá lá em casa. Ela veio até Hawkins entregar a carta… – Coçou a nuca, pensando sobre a carta de novo… e tudo que está escrito lá, por consequência.

– Caraaaaamba, e aí, a menina é como?

– Ela é bem jovem, deve ter uns 19 ou 20 anos. É a cara da On. Dustin, é como se eu visse um fantasma… — Fala olhando o amigo, mas às vezes desviando o olhar, seu pensamento em devaneios.

– Oloco! Então você viu quase que uma miragem né. – Ele então olhou o relógio de pulso. Ainda que estivesse animado com a conversa, ele tinha responsabilidade. – Depois você me manda um email contando isso tudo direito? Ou eu passo na sua casa também. Você que sabe.



– É, pode ser. Pras duas coisas. Mas hoje eu queria falar com a Judith de forma privada… Ela parece saber de bastante coisa.

Dustin fez uma joinha, e saiu da sala dos professores. Mike acenou para ele, também saindo de lá. As horas pareciam eternas de passar. Ele queria respostas. 
 

 

 





Enquanto isso, na Casa dos Wheeler. Judith acabou por ficar sozinha, já que Holly trabalhava durante a tarde também. Ela se aproveitou do momento para fuxicar nas coisas de Mike. Ao entrar no escritório e ver sua enorme estante de livros… Todos chamaram sua atenção. Eram os mesmo que Jane tinha lá no vilarejo. Os mesmo que chegaram até ela pela livraria que lá tinha.

Judith começou a passar o indicador nas lombadas, lendo calmamente cada título… Um deles havia chamado sua atenção mais que o normal: Os contos da Maga e do Paladino: 365 dias de busca pelo amor perdido.

Ela tirou o livro da estante, sorrindo. – Então… o autor que eu amava na infância… é o amor da vida da minha mãe… esse livro… – Ela folheou as páginas, nostálgica. Eram as mesmas histórias de que sua mãe lia quando ela tinha seus 10 anos… Eram as mesmas histórias que quando ela chegava em casa da escola, ela via Jane ler, com brilho nos olhos. Às vezes quase chorando, às vezes quase sorrindo. Estar com aquele livro em mãos, na casa do Mike, era um misto: O seu passado, sua infância e o agora, na casa de quem sua mãe nunca deixou de amar.




CONTINUA

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