sábado, 12 de janeiro de 2019

Talking to ghosts - Temporada 1 – Parte 4 – Plano falho.


Jordana e Julia começavam a preparar a ceia de natal da família. Jordana tentava focar o máximo possível no que fazia, mas não conseguia parar de pensar nas coisas que seu irmão fazia.



Vendo isso, Julia comenta com a filha.
- Querida, ficar pensando assim, não ira te fazer muito bem. - Após dizer, ela mexia mais um pouco na panela.

- Eu sei! Mas eu conheço ela e sei que isso vai estragar toda a nossa ceia de natal! - Jordana disse um tanto irritada.

- Nem eu que sou mãe ligo mais, imagine você, querida. - Julia a olhou um pouco, dando de ombros. - Vamos focar no que realmente importa aqui, a comida!





Depois de umas horas preparando, as duas prepararam a mesa e colocaram tudo o que haviam feito. Claro que a avó babona foi cuidar de colocar seu neto na cadeirinha.




  
Depois, todos se serviram. As duas recebiam vários elogios de seus pratos, todos estavam adorando.

- Isso é delicioso, vó! Você e a mamãe são incriveis na cozinha! - Rosita disse bem animada, enquanto saboreava cada colherada que dava.

- Vou ter que concordar com Rosita, dona Julia. Tá maravilhoso. - Juliana, a suposta namorada de Diego, também decidiu falar sobre a refeição, o que fez Jordana fazer uma cara feia.



E assim, a ceia prosseguiu, com todos comendo, conversando e o menos esperado: se dando até que bem. Juliana sem cutucar Jordana com suas provocações e Jordana sem rebater.




  
Até que a campanhia da casa tocava novamente. Em plena meia noite.




  Diego mudou rapidamente de expressão, ficando assustado. Ele olhou todos da mesa e decidiu se pronunciar.

- Vocês, hm, querem que eu vá atender a porta?! - Ele engoliu levemente a seco, como se tivesse feito algo de errado.

- Se você quer tanto ir, vá. - Ciro disse dando de ombros, voltando a pegar mais um pouco de comida.






- Eu hein. Meu namorado é meio estranho as vezes. - Juliana soltava uma risadinha sem graça, olhando todos da mesa.

- Eu acho vocês dois estranhos. - Jordana retrucou, dando mais algumas colheradas.

- Hm, Juju. Achei que vocês tinham se entendido, agora.

Rosita decidiu ficar quieta, brincando com seu irmão as vezes.




Diego, assim que viu a moça pelo vidro da porta, fechou a cara, irritado. Mas decidiu abrir a porta mesmo assim.



- O que você tá fazendo aqui, sua maluca?! - Diego resmungou, fechando os pulsos.

- Que foi, hein Diego?! Você tinha me encaminhado uma mensagem de ceia, eu vim ser sua namorada por um dia! - Mary revirou os olhos, o olhando logo depois.




- A Juliana já veio no seu lugar, Má! - Diego dizia com um tom de voz irritado, mas tentando se controlar. - Pode ir embora!

Mary o observou, da cabeça aos pés, olhou a porta da casa e cruzou os braços por alguns segundos, pisando firme no chão.




- Eu não desmarquei a ceia com minha família pra ser chutada assim, Diego! - Seu tom de voz era alto, e ela o encarava. - Eu vou participar dessa ceia, com Juliana ou não! Tá me ouvindo?!

- M-Mas Mary! Isso vai estragar todos os meus planos! Eu não quero você aqui! - Ele resmungou, mas logo fez uma cara de cachorrinho sem dono. - Meus pais vão desconfiar!!!

- E eu ligo para o que seus pais pensam ou para os seus planos, Diego?! - Mary suspirou, fechando os olhos e colocando a mão em frente a cara de Diego. - Não quero ouvir mais nada de você.




  Assim, Mary deixou Diego falando sozinho, entrando para dentro da casa, pisando bem forte de raiva.

- Mary! Não faz assim! Você tá estragando tudo! - Diego suplicava, indo atrás dela.






Assim que Mary entrou na mansão no qual conhecia muito bem - o que fez a família de Diego olhar assustada e surpresa -Ela pegou o primeiro copo de bebida que viu, fazendo Juliana levantar assustada.

- É Juju, quer dizer que você caiu nas idiotices do Diego de novo?! - Ela resmungou, se aproximando da outra mulher.




Depois de jogar vinho na cara de Juliana, brava, ela começou a estapear Mary, as duas gritavam uma com a outra, e Diego desesperado foi para apartar a briga.



  

Mas antes que ele tentasse apartar, sua mãe se levantou, de saco cheio daquilo tudo.  



Jordana estava chocada, Ciro parecia querer e muito ver a esposa agir. Julia encarou as duas e Diego, fervendo de raiva. A senhora puxou todo o ar que tinha no pulmão, se preparando para dar uma grande bronca.



  
Ela andou em direção ao filho, fervendo.

-DIEGO! - Ela berrou. - EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ ESTRAGOU NOSSA CEIA! Trazer a Juliana já era a gota d’água! - Ela respirou fundo, recuperando fôlego. - MAS AS DUAS?! Você tem o que na cabeça, garoto?!

Diego olhou com medo da mãe, de olhos arregalados, nem conseguiu pensar numa boa desculpa, ficando quieto.




  
Mal terminando de falar, ela se virou para Juliana, começando a gritar também. - EU QUERO VOCÊ, DIEGO E A MARY FORA DA MINHA CASA! AGORA!!! - Ela ordenou, apontando o dedo na cara de Juliana.

- E-Eu posso explicar! - Juliana gaguejava de nervoso, tanto por causa de Mary quanto por estar levando uma bronca da sua ex-sogra.

- Não me interessa suas explicações! - Ela deu um pisão no chão, fazendo um som no piso de madeira. - VÃO EMBORA DA MINHA CASA!!!




Os três saíram que nem um jato da sala de jantar, não falando mais nada, só parecendo não querer ver mais a cara de Julia ou Jordana.

Assim que eles foram, todos voltaram a se sentar e conversar normalmente. Ciro tentava acalmar a esposa, também.




Diego parecia triste com seu plano. Já Juliana e Mary pareciam irritadas.

- Então… Onde vocês querem passar o natal?! - Ele engoliu a seco, após perguntar.




As duas se viraram, parecendo mais irritadas que antes, começando a gritar com ele.

- Eu tô nem ai com você, Diego! - Disse Mary, apontando o dedo para ele com muita raiva. - Você é um babaca! Sorte que até sua mãe sabe disso!

- É verdade Diego! - Juliana também começou a falar, também brava. - Mary tem razão! Seus planos são horríveis! Não sei porque tentou colocar a gente nesse rolo!

Diego, novamente, ficou caladinho, ouvindo as reclamações.




  
- Quer saber, Mary? - Juliana disse. - Eu conheço um lugar perfeito para nós duas passarmos o natal.

- É naquela praça?! - Mary perguntou, parecendo gostar da idéia.

- Lá mesmo!

- Então eu sei onde é, vamos logos! - Mary saiu correndo na frente e Juliana foi logo atrás, deixando Diego sozinho em frente a mansão.




Ele olhou as duas indo embora, ficando ainda de costas dobradas e um tanto encolhido. - Que merda… Tô sozinho nessa! - Ele resmungou, olhando sem rumo a rua.





Em algum lugar do quarto império.



CONTINUA.