terça-feira, 30 de novembro de 2021

As mosqueteiras - Temporada 2 - Capítulo 5.

 

Classificação indicativa:





When you're gone - Silent Hill


Dione estava ansiosa e aflita. Não sabia o que fazer, suas amigas estavam seguindo seus rumos, os policiais não davam mais sinal de atualização sobre o caso… Ao mesmo tempo que parecia que o tempo tinha parado, ele continuava. O pior sentimento de todos para a mulher. 





Um tempo depois o detetive chega no local. Ele sobe as escadas correndo, como se sentisse culpado de chegar atrasado para atender o caso de Dione. 




Ele parou em frente da porta e bateu algumas vezes, sem resposta alguma, ele fez uma concha com as mãos e gritou:

- Dione?! Você mora por aqui!? - E ficou por alguns minutos na porta, esperando alguma resposta.

Lewis começou a ouvir alguns passos se aproximando. Ele ficou preparando, não sabia se quem abriria era a Dione, a pessoa misteriosa que ela está atrás. 





Dione abriu a porta e sorriu ao ver o homem. Lewis sorriu igualmente aliviado ao perceber que era ela, Dione. 


- Prazer, me chamo Lewis! O detetive que a senhorita contratou. - Ele estendeu a mão para cumprimentá-la e Dione fez o mesmo, o cumprimentando. 


- Boa tarde, Lewis! Fico feliz que você veio! - Dione disse calmamente e deu espaço para o mesmo entrar. - Venha, se sente. Vamos conversar. 


Enquanto ele andava pelo pequeno apartamento, ele olhou em volta e viu que a situação do local era precária, e então perguntou:

- Você realmente mora aqui, tá fugindo…? Qual sua situação? - E foi puxando uma cadeira para se sentar.


Dione se sentou ao lado dele, respirou fundo e disse:

- Não, eu e minhas amigas estamos vivendo nesses apartamentos de passagem só… - Ela apoiou as mãos na mesa. - Uma das minhas amigas vai se casar hoje, inclusive.

- Uhum - Lewis concordou com a cabeça, enquanto anotou tudo em seu pequeno caderno. - E o que mais?

- Bem… Todas tão pretendendo se mudar aqui de PleasantView por causa dos acontecimentos. Não as culpo. - Dione concordou com a cabeça para si mesma e segurou um pouco do choro.




- Entendo. - Lewis concordou com a cabeça e então olhou Dione com seriedade. - Enquanto vocês estão aqui, aconteceu qualquer coisa relacionada aos fatos anteriores que me contou no telefone?

Dione olhou para Lewis, desviou o olhar para a mesa e voltou a olha-lo. - Não… Nós simplesmente fomos embora e viemos nesse fim de mundo aqui. Checamos o caminho todo se carros ou pessoas não nos seguiam, sabe…?

- Entendo, senhorita. A paranóia nessas situações são grandes, mesmo. - Lewis terminou de anotar as últimas coisas ditas por Dione e ficou pensativo.



- Dione, você ainda não me deu uma informação muito importante. - Ele comentou. A mulher ficou assustada e um pouco aflita. - Você tem alguma idéia da aparência desta pessoa ou não? Já chegou a ver ela…?

- Não, detetive. - Dione suspirou. - Não sei absolutamente nada, só apenas o que te passei pelo telefone e mais nada.- A moça comentou chateada, ela realmente queria ter mais informações para ajudar o detetive a prosseguir com o caso. 


- Então, te peço que tire fotos de absolutamente tudo. Tudo bem? Fotos de festa, fotos de paisagem, de todos os seus arredores. Pois se essa pessoa fez isso, provavelmente ela está seguindo o seus passos e os passos das suas amigas. Não vai acabar do nada isso, infelizmente. 


- Entendo… - Dione concordou com a cabeça e apoiou as mãos na mesa, com um semblante triste. - Isso é realmente todas as informações que eu tenho, detetive. 


- Não tem problema, Dione. - Ele sorriu brevemente. - Será o suficiente para trabalhar no seu caso. Só peço mesmo pelas fotos, elas serão necessárias…. - Lewis suspirou e olhou para Dione. - Podemos ir lá fora? Preciso fumar um pouco. 





Dione se levantou junto de Lewis, que já puxou um maço de cigarro enquanto saíam pela porta principal. Ele acendeu seu cigarro e deu sua primeira tragada. O rapaz pediu desculpas a Dione e fumou meio que com a cabeça virada para longe dela.





- E como vai funcionar, detetive? Você vai me ligar todos os dias? Vai me ligar quando descobrir algo…? - Dione perguntou curiosa, o olhando brevemente.

- Uhum, uhum. Basicamente isso, Dione. - Lewis respondeu. - Vou trabalhar no caso diariamente, porém, só vou te ligar assim que eu tiver alguma novidade ou alguma peça que se encaixa perfeitamente no quebra-cabeça. 


- Entendo, detetive. De toda forma, muito obrigada por tudo. A polícia não tem nos ajudado tanto.

- Sem problemas, Dione. Farei meu melhor. - O homem comentou, tragando de novo seu cigarro e soprando a fumaça. - Bem, acho que é isso. Vou indo, se cuide. 



- Até mais, detetive! - Dione acenou e acompanhou com seus olhos ele indo embora. O homem desceu as escadas e seguiu em direção a rua. Não tinha carro, aparentemente, ia de a pé. 




Assim que ele sumiu de vista, Dione voltou para dentro do apartamento. Ela se sentou no sofá duro e velho que tinha na sala e ficou pensativa. Não sabia se ia ao casamento ou não, não sabia o que vestiria se fosse, não sabia com o que tiraria as fotos que o detetive pediu. 


Dione refletiu por um tempo nas coisas que ele tinha dito e pedido, refletiu se já tinha visto a pessoa que botou fogo na casa ou não, chegou até a duvidar das próprias amigas nesse turbilhão de pensamentos… Mas se recompôs. 



Como nada lhe servia direito, como ela mesma disse, ela pegou em seu armário o que servia e seguiu em direção a festa de casamento. 



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Assim que chegou, Dione ficou maravilhada de ver que tudo estava pronto e esperando Rosalie para se casar com Danilo. Ela não estava feliz, mas deu seu melhor para não demonstrar nada no casamento da amiga. 





Enquanto isso, Gabriela e Rosalie estavam lá na salinha onde as noivas se trocavam.

- Amiga, acho que você tá linda! Não precisa se preocupar! - Gabriela disse, vendo a amiga até checar seu bafo.

- Eu tenho que estar perfeita! É meu casamento, Gabi! - Rosalie comentou, se olhando no espelho e retocando a maquiagem mais uma vez.

- Eu juro! Você tá cheirosa, linda e tudo!





- Olha pra você! Nunca te vi mais bela! - Gabriela comentou, erguendo as palmas em direção ao espelho.

- É… Você tem razão, acho que to exagerando um pouquinho… - Rosalie parou por um momento e ficou se olhando no espelho, se admirou um pouco. 





Enquanto isso, Dione se aproximou de todos. Estavam todos lá. Johnny, Daniel, Caio, as irmãs Calientes… Todos que eram próximos para prestigiar o casamento de Danilo e Rosalie. 





Quando ela se aproximou mais, Daniel e Johnny notaram sua presença e disseram:

- Senta ai, Dí! - Johnny disse, apontando para a cadeira de trás. - Bom te ver, mulher!

- Chega ai, Dione! - Daniel disse. - É bom te ver mesmo. 







Dione acenou e passou por eles. Disse que estava com pressa e ver sua amiga antes do casório começar. Ela apertou seu passo e foi em direção a torre logo atrás do arco de casamento, subindo as escadas com certa pressa. 





- Se a Dione não aparecer, juro que mato ela! - Rosalie disse, olhando para Gabi.

- Relaxa que ela vai, amiga. Ela só precisa do tempo dela. - Gabi comentou.

Dione ouviu tudo assim que subiu as escadas, ela encarou as amigas, rindo e disse: - Falando no diabo… Ele aparece! - E riu mais. 





- Dione! - As amigas falaram juntas e foram direto abraçar Dione. 


- Oi, suas malucas! - Dione disse, retribuindo o abraço das duas. - Apareci. Nunca que eu ia perder seu casamento, Rosa!

- Bom saber disso, viu!? - Rosalie disse, rindo.

- Pois é, Dione! - Gabriela riu também. - Estão todas prontas?





- Estamos sim! - Disse Dione e Rosalie.

- Bem, então, como todo casamento. Eu e a Dí descemos primeiro e depois você, Rosa! - Ela comentou, fazendo alguns gestos.

- Tudo bem, meninas, vejo vocês lá embaixo, então! - Rosalie sorriu e concordou com a cabeça. 





Rosalie ficou olhando suas amigas descerem as escadas. Ela estava ansiosa, era como se todas as borboletas do mundo tomassem conta de seu estômago. 





Cada uma se sentou em seu devido lugar e assim como todos, elas esperaram ansiosa sua amiga entrar para o casamento. Danilo parecia impaciente, queria casar logo e acabar com aquela tensão. 







E assim acontecia. Rosalie aparecia e todos já batiam palmas e faziam barulho por ela, enquanto ela ia em direção ao seu amado. 




Os dois tinham um casamento memorável. A cerimônia tinha sido linda e Rosalie está feliz, pois suas melhores amigas estão lá para prestigiá-la e fazer parte desse marco em sua vida. 


Os dois não estavam procurando um casamento grande e cheio de gente, já que queriam economizar para a futura casa que teriam e já que tinham planos de mudar de cidade. Foi algo simples, mas de muito coração para todos os convidados presentes lá. 







O casal pegou o primeiro pedaço de bolo, brindaram e todos comeram felizes e alegres. Era uma cerimônia simples, porém, bem especial. Todos se divertiam, conversavam, e colocavam todos os papos em dia… E é claro, também zoaram um pouco os noivos.

Dione se lembrou do pedido do detetive e com seu celular, tentou tirar o máximo de fotos que pôde, antes de partirem para a balada do casamento. 







Na festa, todos se divertiam. Johnny se disponibilizou de todo o bom grado para ser o DJ do casamento, já que ele não era muito de dançar.

Todos se divertiam bastante e é claro, mesmo que dançando com seu agora marido, Rosalie está sempre perto de suas amigas. 





Johnny se divertia remixando certas músicas e até criando algumas novas… Nem sequer parecia aquele baterista de uma banda de rock.



A noite tinha sido divertida para todos. Todo mundo dançou, conversou, pediram as clássicas para Johnny, gritaram, fizeram trenzinho. Tudo… As moças sabiam que depois daquele dia elas não iriam aproveitar tanto quanto era antigamente. Mas deram o seu melhor para aproveitar a presença de cada uma na festa de casamento da melhor amiga. 









Uma semana depois do casamento as meninas já estavam de passagem comprada para seus destinos. Rosalie tinha passado a semana toda resolvendo a papelada da mudança, comprando móveis para a casa nova, procurando emprego na nova cidade e é claro, comprando as passagens para Belladona Cove.

Já Gabriela, apenas tinha juntado suas roupas mais importantes e comprado as passagens para a casa de sua tia.

Hoje, elas estavam se despedindo e conversando pessoalmente por pelo menos mais uma vez, já que demoraria de novo para elas se verem.

- Mal posso esperar pra ver minha tia! - Gabriela disse. - Mas vem cá, você tem certeza que vai ficar bem ai, Dione? Ainda mais barriguda desse jeito. - A moça comentou, apontando para a barriga dela.

- É claro que vou! Vou viver com com meninos. Vai dar tudo certo. Vou ser tipo a roadie deles. - Dione disse, até que animada com o que tinha decidido para sí mesma.

- Espero que esse catarrento não destrua meu apartamento lá em Belladona, viu?! Porque quando ele tiver todo decoradinho, vou convidar vocês duas para me visitarem!

As duas riram.

- Meu catarrento será educado, Rosa, relaxe. - Dione disse, sem conseguir conter os risos.



- Mas vem cá, Dí. Você realmente não sabe se o pai é o Johnny ou o Caio? - Gabriela comentou, curiosa com a resposta de Dione.

- Não sei, sinceramente? Nem me importo. O mais rápido que der, estarei longe de lá e vivendo no meu cantinho. - Dione deu de ombros, olhando as amigas.

- Se vier ruivo, já tá na cara, né? - Rosalie disse, rindo.


Mother of sea - Ponyo.




Papo vem e papo vai e as meninas ficaram quietas por uns segundos.

- É isso, né…? - Dione disse, olhando-as.

- É… - Rosalie disse. - Vou sentir falta de vocês. - A moça disse segurando as lágrimas, era durona, afinal.

- Eu também… Espero que passe rápido, sinceramente. - Gabriela disse.


Elas se olharam brevemente e quando estava perto da hora de cada uma seguir seu rumo, elas deram um abraço em grupo bem apertado. Iriam, sem dúvidas, sentir a falta uma da outra. 







Rosalie tinha pego um voo para Belladona Cove. Seu marido já havia chegado antes dela, pois, ele tinha encontrado um emprego antes dela por lá. O rapaz tinha decidido que iria ajudar na mudança, para que tudo fosse mais confortável quando sua amada chegasse e que sobrasse poucas coisas para ela guardar. 





O casal tinham muitos planos para sua nova vida em Belladona Cove, eram realmente ares novos e um ambiente completamente diferente que PleasantView oferecia. 






Já Gabriela, tinha chegado em dois dia em Vale Desiderata. Tinha esquecido como lá era gelado e nevava muito. Ela tremeu um pouco de frio, mas está se sentindo bem de ver sua tia, que já é uma senhora de muita idade. 




Sua tia a recebeu com muito carinho e com um abraço apertado, estava feliz de ver a sobrinha depois de tanto tempo longe. Ela disse para Gabriela ficar bem e aproveitar a casa. 





Depois do cafézinho servido, Gabriela conheceu a amiga de sua tia, que mora junto com ela. As três conversaram alegremente e se conheciam, contavam as novidades. Seria bom para Gabriela ter esse tempo longe da cidade grande, ela precisava e muito. 









E Dione, é claro, se mudou junto dos garotos. Ela não tinha certeza se era aquilo que ela queria, mas para ela, o quanto de dinheiro ela pudesse juntar pelo seu futuro filho ou filha que viria, era importante. 





Os rapazes, é claro, estavam felizes de ter a companhia de Dione por perto. Ela os ajudaria, como prometido e para eles, seria uma ótima presença para opinar o tipo de música que eles escreveriam daqui para frente.



- Prepara, Dione?! - Caio comentou, animado.

- Uhum! Vai ser divertido. Amanhã já começa, né? Vocês vão fazer um show…
- É! - Daniel disse. - Mas não faz muito esforço não, viu? Pode só ir junto. Eu e os caras cuidamos de tudo.



O quarteto continuou conversando sobre os planos do dia seguinte, até chegar a hora de dormir. O tempo havia passado tão rápido… Para Dione, nem parecia que seria algo complicado todas aquelas tarefas que ela tinha se prontificado a fazer. 




Na hora de dormir, Johnny comentou que tinha construído um segundo andar no trailer, para ela e Caio dormirem por lá. E é claro, ela ficou animada que teria um cantinho para sí… Por mais que tivesse que dividir com Caio. 





Dione ficou olhando sua barriga, antes de dormir e Caio se aproximou.

- Jamais imaginei, sabia? Você assim.

- É, que coisa, né? - Dione comentou séria, mas riu logo em seguida. 





- Mas olha aqui, não quero nem saber de você e do Johnny brigando por causa disso, viu?! - Ela disse séria de novo, já brava com Caio.

- Mas ei! Eu nem disse nada! - Ele falou assustado, olhando-a.

- E daí?! Eu te conheço, Caio. Eu sei que você vai ficar super protetor por algo que você nem tem certeza!

- É… Eu vou tentar. - Ele comentou, um pouco surpreso com aquilo… Mas é claro, ele tinha suas dúvidas sobre a paternidade da criança. 





- E você vai fazer o que quando a criança nascer, Dione? Viver com o pai dela? - Caio perguntou curioso, já se deitando.

- Não! Vou viver só eu e meu bebê. - Ela disse, se cobrindo. - Não tenho interesse em saber se algum de vocês dois são os pais. - Ela bocejou, apoiando a cabeça no travesseiro. - Boa noite, Caio.

- Boa noite, Dí. - O rapaz disse, deitando a cabeça no travesseiro também. Ele ficou olhando Dione por um bom tempo antes de dormir… Começou a pensar que se ele realmente fosse pai da criança, não seria uma má idéia. 





Efeito de som do grito.





De manhã, Dione ouviu gritos e mais gritos de todos os rapazes. Ela não entendia, acordou assustada e até pensou que eles poderiam tá pregando uma peça nela.

 

A mulher acordou, se sentou na cama e se espreguiçou. Estava um tanto desnorteada ainda por causa do sono, mas tinha muita preocupação com o que tinha acontecido, ela se levantou rapidamente da cama e desceu as escadas.




Dione seguiu em direção a pequena cozinha que lá tinha. De cara, ela sentiu um cheiro estranho de sangue. Ela tentou mentalizar o mehor… Mas quanto mais ela se aproximou da cena. 




Ela percebeu um corpo sangrado no chão. Ela não acreditou quando viu, pensou que estava sonhando. Ela coçou seus olhos mais de uma vez, o cheiro do sangue a fazia embrulhar o estômago, e então, ela olhou com mais atenção para o que via.



Johnny e Daniel… Mortos e ensanguentados… Foi como um balde de água fria. Na noite anterior eles estavam bem e sorrindo e agora, mortos, no chão da cozinha. Dione segurou a ânsia de vômito e começou a chorar imparavelmente. Ela gritou por Caio, mas sem respostas, começou a ficar ainda mais desesperada.



CONTINUA.