Com o passar das semanas, a convivência diária acabou transformando o grupo em um time de verdade, criando um vínculo que ninguém ali esperava. Nos treinos e nos corredores da Shinra, a dinâmica deles era quase cômica. Zack era o palhaço de sempre, fazendo piada de tudo e enchendo a paciência com sua energia que parecia nunca acabar. O mais engraçado era ver o Cloud: o garoto, que antes era super fechado e tímido, aos poucos começou a entrar no barulho de Zack, soltando alguns sorrisos e mostrando uma admiração gigante pelo jeito espontâneo do amigo. Angeal observava os dois de perto, funcionando como o verdadeiro pai da dupla, controlando os excessos e puxando a orelha deles quando a molequice passava dos limites.
Do outro lado, Genesis assistia a toda aquela algazarra com seu habitual ar de superioridade dramática. Ele vivia julgando a proporção que aquele time estava tomando, soltando comentários ácidos e recitando trechos de LOVELESS para deixar claro que achava aquela união sentimental demais para soldados.
Enquanto os rapazes faziam barulho, Sephiroth e Inome começaram a passar muito mais tempo juntos na sala do General. Com a confiança crescendo, as conversas finalmente foram além das obrigações de trabalho e das missões. Eles começaram a falar sobre coisas comuns do dia a dia, e Sephiroth chegou até a comentar sobre os livros que andava pegando emprestado dela. Como ele já estava cansado de ouvir as poesias de Genesis, Inome acabou lhe entregando uma cópia antiga de As Lendas do Planeta, um livro de contos e mitologias regionais que ela guardava. Sentado em sua mesa, ele comentava com ela sobre como achava curiosa a visão que as pessoas comuns tinham da energia Mako naquelas páginas, usando a leitura como um refúgio silencioso da pressão da Shinra.
Essa proximidade trouxe uma sinergia incrível para as missões seguintes. Eles engataram uma sequência pesada de combates, limpando focos de monstros e rebeldes em várias regiões. A primeira grande demonstração de como estavam sintonizados aconteceu nas montanhas de Gongaga, em uma instalação desativada da Shinra que havia sido invadida. O grupo trabalhou com uma sincronia perfeita. Zack correu para a linha de frente, fazendo barulho e chamando a atenção dos robôs de segurança com ataques espalhafatosos, enquanto Inome aproveitava a distração para se esgueirar pelos dutos de ventilação, mexendo no sistema central e liberando as travas das portas de segurança. Logo em seguida, Angeal e Cloud avançavam pelo caminho liberado, destruindo o núcleo dos inimigos com um trabalho de equipe impecável.
Pouco tempo depois, o grupo enfrentou uma missão completamente diferente no porto de Costa del Sol. O objetivo era escoltar uma carga de pesquisa secreta que estava sendo visada por contrabandistas locais. O clima praiano parecia de férias, mas o perigo foi real quando criaturas marinhas mutantes atacaram a costa. Zack e Cloud lutaram ombro a ombro na areia, segurando a horda principal, enquanto Inome se posicionou estrategicamente no alto dos contêineres de carga, vigiando o perímetro de cima e garantindo que nenhum inimigo conseguisse se aproximar ou tocar nos suprimentos da Shinra.
Toda essa calmaria, porém, quebrou em um dia atípico. Por forte influência de Genesis — que andava competindo demais com o General e instigando-o a testar seus limites sozinho, longe da "distração" do grupo —, Sephiroth aceitou uma missão solo e confidencial nas profundezas congeladas de Modeoheim. Quando ele retornou para o edifício da Shinra, o cenário dentro de sua sala era alarmante. Ele havia se machucado feio, em um estado muito pior do que da primeira vez.
Sephiroth estava sentado em sua cadeira, com o longo sobretudo de couro rasgado e jogado de lado. Havia um corte profundo e feio que começava no ombro esquerdo e rasgava diagonalmente pelo peito, sangrando ativamente e manchando o resto do uniforme. Além do ferimento aberto, a pele ao redor exibia queimaduras graves de frio e escoriações roxas causadas pelo impacto com o gelo e por estilhaços cortantes dos monstros daquela região. Ele estava visivelmente pálido, com os dentes cerrados e a respiração curta, lutando contra a própria exaustão para não demonstrar o tamanho da dor que estava sentindo.
Inome chegou abrindo a porta com tudo, com os olhos já marejados de preocupação.
– Seph! – disse ela. Esse era o apelido fofo que ele tinha ganhado durante esse tempo e que, incrivelmente, parecia gostar.
Mesmo naquela situação, Sephiroth deixou aquele seu sorriso de sempre escapar no canto dos lábios.
– Não há necessidade de alarme, irei me recuperar. Foi apenas um erro de precisão tática.
– Seph, não! Eu fiquei te procurando o dia todo hoje, você simplesmente sumiu! – ela disse, aproximando-se dele prontamente. Ela se curvou ao lado dele, pegando a maleta de primeiros socorros que já ficava guardada ali perto, e começou a cuidar daquelas feridas horríveis sem perder tempo.
Inome abriu a maleta com as mãos um pouco trêmulas, mas logo se concentrou no que precisava fazer. Ela pegou as gazes e o antisséptico, tocando as bordas do corte profundo no peito dele com o máximo de cuidado que conseguia, tentando não machucar ainda mais. O coração dela estava acelerado, e ver aquela pele queimada pelo frio e o sangue escuro manchando o uniforme dava um aperto enorme no peito. Ela limpava o ferimento com uma dedicação total, focada apenas em aliviar aquela dor, agindo como alguém que simplesmente não suportava ver a pessoa que amava naquele estado.
– Seph, por que você não avisou para onde iria?! Eu e os meninos iríamos com você – contestou ela, concentrada em limpar o sangue para começar a fechar o curativo.
– Genesis sugeriu que depender de um esquadrão diminui o valor de uma vitória e serve apenas para camuflar fraquezas. Uma provocação tola, admito... mas optei por silenciar suas convicções – respondeu ele, mantendo o tom baixo e pausado.
Os olhos dele continuavam fixos no rosto de Inome, acompanhando cada sutil mudança de expressão dela. Conforme as mãos calmas da garota cuidavam dos ferimentos mais graves, a respiração de Sephiroth foi se tornando menos curta e sua fisionomia pareceu recuperar a firmeza. O cuidado dela e o silêncio daquela sala pareciam trazer uma estabilidade real para a mente dele, ajudando-o a se recuperar do desgaste da missão.
– Seph! Eu já te disse! Não vai na onda dele... Ignora o que ele fala... – ela disse, com os olhos cheios de lágrimas e a voz quase falhando pelo nervosismo. Ela parou as mãos por um segundo, olhando bem no fundo dos olhos verdes dele. – Você é humano! Você não é essa máquina de matar! – Inome completou com firmeza.
– Humano... – Sephiroth repetiu a palavra em um tom quase inaudível, deixando o som se perder no silêncio do escritório enquanto continuava a encará-la. – E o que, exatamente, define a minha humanidade aos seus olhos, Inome?
– Você pode não perceber... mas a forma como você protege os rapazes, o respeito genuíno que tem pelo Angeal... O fato de sempre me chamar para lermos juntos depois do expediente... São esses pequenos detalhes, Seph... – ela desabafou enquanto as lágrimas teimavam em cair, terminando de ajeitar o último pedaço de gaze sobre o peito dele.
Sephiroth ouvia tudo em silêncio, mas o foco dele mudou por completo. O olhar do General ficou fixo na boca dela, acompanhando o movimento dos lábios que ainda tremiam um pouco por causa do choro. Estando tão perto assim, qualquer pensamento sobre a dor sumiram de sua cabeça.
Ele se inclinou para frente, segurando o maxilar de Inome de um jeito firme, quase possessivo, e a beijou. Inome arregalou os olhos com o susto, mas logo se rendeu ao toque, embora continuasse completamente travada na mesma posição.
Inome travou assim que o beijo terminou. Ela encarou Sephiroth nos olhos, com o rosto vermelho como um pimentão, completamente sem reação.
– P-Por que...? – balbuciou ela, tentando recuperar o fôlego.
Sephiroth a observou por mais alguns segundos, mantendo a mão de leve no rosto dela antes de afastar os dedos devagar.
– Eu não costumo agir sem uma justificativa lógica, Inome, mas parece que com você as regras habituais não funcionam muito bem. Não sei lhe dar uma resposta exata... apenas senti que precisava fazer isso, e não vi motivos para resistir. – Ele deu um leve sorriso de canto, relaxando um pouco a postura na cadeira. – Obrigado pelo curativo.
– Normalmente... hm... As pessoas se beijam quando se amam. Às vezes... – Inome comentou, se afastando da mesa. Ela recolheu o material dos curativos e guardou a maleta de volta no mesmo lugar.
– Apenas às vezes? Uma lógica um tanto vaga para um ato tão deliberado – rebateu ele, a voz mansa acompanhando o movimento dela. Ele realmente nem sequer compreendia o que significava o conceito de amar ou gostar de alguém. – E se...
Aproveitando a brecha que Inome deu ao se mover, ele se levantou rápido e a agarrou pela cintura, pressionando o corpo dela contra a parede, logo acima da bancada do outro lado da sala. Com a outra mão, ele segurou o rosto dela com firmeza e a beijou intensamente de novo, sem dar a menor chance para ela responder.
Inome tentou se desvencilhar no primeiro momento, mas seu corpo esquentou por inteiro, fazendo-a se entregar àquele sentimento que ela sempre guardou para si. Sephiroth tateou as roupas dela, rasgando o tecido sem dó nenhuma, movido por um instinto quase selvagem e totalmente descontrolado. Era uma sensação completamente nova, algo que ele nunca tinha sentido antes e que simplesmente não estava sabendo como dominar.
A morena estava eufórica. Na mesma intensidade em que tinha ansiado por um momento assim um dia, ela também sentia um certo medo daquela brutalidade repentina dele.
— S-Seus machucados... — ela conseguiu dizer entre os beijos profundos que roubavam todo o seu fôlego e pareciam não ter fim.
— Eles já não são um empecilho... — ele respondeu, com a respiração curta e ofegante, as mãos prontas para estourar o sutiã dela de vez, quando a porta da sala se abriu do nada.
Zack travou ali mesmo, encarando aquela cena de boca aberta, com o queixo quase alcançando o chão.
Inome e Sephiroth pararam instantaneamente. Inome deu um sorriso xoxo e amarelo, morrendo de vergonha e querendo se enfiar dentro de um buraco igual a um Ouriço-toupeira das favelas de Midgar. Por outro lado, Sephiroth retomou a postura na mesma hora, agindo praticamente como se nada tivesse acontecido.
— Oi, Zack! — disse Inome, vermelha como um pimentão de tão envergonhada. — Eu estav... uh, quer dizer, o Seph estava cuidando de mim! O General — ela se corrigiu correndo — estava cuidando de mim!
Sephiroth complementou com sua seriedade analítica de sempre:
— Inome apresentou uma súbita perda de estabilidade postural combinada com uma falha estrutural severa em seu uniforme, exigindo contenção mecânica manual e imediata de minha parte.
Zack sorriu, olhando de um para o outro. Ele deu um sorriso totalmente travesso e safado, arrumou o topete com uma das mãos e disse:
— Aaah, eu saquei, mas eu não vi nada. Eu nunca estive aqui! Combinado, pombinhos?
E foi puxando a folha da porta para fechar devagarinho, dando passos para trás.
— Eu não vi naaadaaaa, shhhh... — sussurrou rindo, até fechar a porta por completo e deixar os dois sozinhos de novo.
Inome, ainda sentada na bancada, tremia muito. O prazer que tinha começado a fluir por seu corpo ainda se mantinha bem vivo, deixando sua respiração completamente descompassada.
Sephiroth olhou para a porta por um breve momento e, em seguida, voltou os olhos verdes para ela.
— Você cometeu apenas um erro de cálculo, Inome: esqueceu-se de acionar a tranca da porta.
Inome se encolheu na bancada, abraçando os joelhos contra o peito para tentar se cobrir um pouco.
— Me desculpa... Não achei que ninguém fosse abrir a porta.
Enquanto ela falava, Sephiroth calmamente ajeitou a calça, recuperando a compostura com gestos lentos. Ele não se moveu do lugar, permanecendo parado bem ali na frente dela, apenas encarando Inome de um jeito fixo, quase obsessivo, como se estivesse analisando e gravando cada detalhe da reação dela na memória.
— Sua presença, juntamente com a dos rapazes, converteu-se em uma ocorrência habitual neste recinto — disse ele, a voz perfeitamente controlada, embora a intensidade do seu olhar não desviasse dela por um segundo sequer. — Uma variável óbvia que eu deveria ter antecipado.
Inome o encarou de volta, ainda vermelha e com a respiração ofegante. De repente, seu olhar desceu involuntariamente, notando o óbvio incômodo que o homem mais alto tentava disfarçar na calça. A mulher arregalou os olhos e os fechou depressa, claramente querendo fingir que não tinha visto absolutamente nada.
Ele encarou Inome em silêncio. Por dentro, sentia-se intrigado com aquela reação envergonhada e esquiva da garota, embora sua expressão não demonstrasse a menor pista disso. Vendo que não adiantaria tentar se sentir confortável na própria calça agora, ele simplesmente desistiu de se arrumar.
— Essa sua reação... denota algum tipo de desconforto ou julgamento negativo da sua parte? — questionou ele por fim, com sua habitual frieza, genuinamente tentando compreender o significado por trás do comportamento dela.
A mulher se recompôs, suspirando profundamente. Ela apontou, morrendo de vergonha, na direção do volume evidente na calça dele e tentou encontrar as palavras certas, hesitante.
— Uh... isso significa que você... tá sentindo... Uh... Prazer... — disse bem baixinho, quase num sussurro.
Sephiroth, ainda sem compreender a fundo o significado daquela palavra… Prazer, olhou para baixo por um instante, encarando a si mesmo, e depois voltou a fixar os olhos nela. A falta de clareza estava testando sua paciência, trazendo uma pontinha de irritação ao seu tom de voz sempre controlado.
— Responda à minha pergunta, Inome. Esta reação fisiológica... deve ser classificada como algo positivo ou negativo?
— Bom...Positivo… — a morena disse, encolhendo-se ainda mais e parecendo querer sumir dentro dos próprios joelhos.
— Se a classificação é positiva, não há justificativa tática para interromper o processo.
Ele andou até a porta com toda a calma do mundo e girou a tranca, sem tirar os olhos dela por um segundo sequer. Depois, caminhou de volta na direção da bancada. O coração de Inome quase tropeçou no peito, e ela engoliu em seco, se encolhendo ainda mais contra a parede.
— Huh... Você quer...? — perguntou ela, ficando ainda mais vermelha e envergonhada.-- Transar…? – Disse baixinho. Quase inaudível.
— Não compreendo a origem do seu receio. Se determinamos que este estímulo produz um resultado positivo, a sua hesitação torna-se um comportamento ilógico.
Assim que terminou de falar, ele se aproximou de novo de Inome, segurando-a firmemente pelas coxas para puxá-la de volta para o limite da bancada, anulando qualquer distância entre os dois.
Inome o encarou com os olhos arregalados, a respiração completamente cortada e ofegante. Antes que ela pudesse processar qualquer outra coisa, Sephiroth aproximou o rosto e a puxou para um beijo obsessivo, quase selvagem, quebrando qualquer resquício daquela pose de homem controlado.
Ele colou o próprio corpo contra o dela, prensando-a com força. Sentir o volume rígido dele esmagando-se contra si fez o coração de Inome perder totalmente o compasso, disparando em uma mistura de puro choque e um desejo avassalador que ela já não conseguia conter.
O beijo mudou de ritmo, tornando-se mais faminto à medida que Sephiroth empurrava o corpo contra o dela, ditando o controle absoluto da situação. Sem nenhuma roupa bloqueando o contato, a pele de Inome parecia queimar contra a dele. A mão do General desceu direto pela curva do quadril dela, os dedos quentes dele marcando toda a pele dela com pequenos apertões. Ele apertou a carne macia ali com firmeza, cravando os dedos o suficiente para deixar claro que não a deixaria recuar.
Inome soltou um gemido abafado contra a boca dele quando sentiu a pressão rígida do membro dele contra a sua intimidade, esmagando o tecido fino da calcinha dela. O calor que emanava do corpo de Sephiroth era algo que ela nunca sentiu antes. Ele interrompeu o beijo por um segundo, descendo os lábios pelo pescoço dela com mordidas curtas e possessivas que a faziam arquear as costas na bancada, completamente entregue.
Sem o menor sinal de hesitação, os dedos dele engancharam na lateral da calcinha de Inome. Com um puxão rápido e bruto, o tecido cedeu, deixando-a completamente exposta para ele. O olhar verde de Sephiroth, desceu para avaliar a nudez diante dele com aquela atenção cirúrgica, antes de voltar a encará-la bem nos olhos.
Sephiroth, por fim, incomodado com a calça que usava, a tirou sem nem pensar duas vezes, revelando seu membro completamente ereto, grosso e latejando. Ele encarou Inome de perto, com os olhos fixos nela, quase como se buscasse uma reação ou uma aprovação no rosto dela.
Inome olhou para baixo e engoliu em seco; era muito maior do que ela estava habituada. Mas a sua própria intimidade, completamente molhada, já escorria e marcava o metal frio da bancada, deixando claro o quanto ela o desejava ali. Mas, certamente, Sephiroth não entendia nada daquela resposta emocional; ele só entendia a lógica prática: ali era o lugar onde devia entrar.
Ele a penetrou em seguida, em um empurrão só e sem pressa, segurando firmemente o quadril dela com as duas mãos para prendê-la no lugar. Inome gemeu alto de prazer, com o corpo se contorcendo inteiro e a musculatura interna se apertando ao senti-lo afundar completamente dentro de si.
Ao perceber a reação positiva de Inome, ele começou a estocá-la com força e com vontade, afundando ao máximo e acertando o ponto mais fundo dela. Era como se algo completamente diferente e avassalador tomasse conta de si — um instinto primitivo que ele nunca tinha sentido antes, mas que se tornou viciante de imediato. Ele só queria mais e mais daquela sensação nova.
Inome começou a gemer ainda mais alto, jogando a cabeça para trás enquanto envolvia as pernas em volta do quadril dele, prendendo-o com força contra si para senti-lo ainda mais perto. Sephiroth ainda se continha bastante nos gemidos e nas expressões faciais, mantendo a postura firme, mas, pelo brilho felino e focado no seu olhar, era visível o quanto ele apreciava cada segundo daquelas estocadas intensas que dava sem piedade.
Os fluidos quentes dela, que continuavam a molhar o metal, facilitavam o caminho e faziam o membro dele deslizar com extrema facilidade pelas paredes apertadas dela, criando um som estalado e úmido a cada impacto bruto.
Inome o abraçou com força pelo pescoço, enterrando as unhas nas costas dele e mordendo o ombro largo de Sephiroth para tentar segurar os próprios gritos. O General reagiu na hora com um gemido baixo e contido, um som rouco que vibrou direto no peito dele e mostrou que ele também estava perdendo o controle.
Ele aumentou o ritmo das estocadas, descendo com ainda mais peso e força, sem dar nenhuma trégua. A cada impacto bruto, as paredes internas e extremamente quentes de Inome se espremiam e pressionavam o membro dele intensamente, sugando-o a cada movimento. Sentindo aquele aperto avassalador, Sephiroth inclinou o rosto, colando os lábios bem perto do ouvido dela. Com a voz mais mole e arrastada pelo esforço, ele sussurrou:
— Esta... compressão que suas paredes exercem... é um estímulo... altamente positivo...
As palavras dele foram o estopim para Inome. O prazer acumulado explodiu de vez; ela arqueou as costas na bancada, revirando os olhos enquanto seu corpo travava inteiro no ápice de um orgasmo violento, a musculatura interna apertando o membro dele com uma força incontrolável.
Ao sentir aquela onda de contrações quentes o esmagando lá dentro, Sephiroth perdeu o resto do controle que ainda tinha. Ele deu uma última estocada totalmente profunda, prendendo o quadril dela firmemente contra o seu, e gozou em seguida, descarregando todo o seu sêmen quente bem fundo dentro dela, enquanto os dois tremiam juntos, completamente exaustos em cima da bancada.
Depois que a respiração dos dois começou a voltar ao normal, Sephiroth não se afastou. Pelo contrário, ele envolveu os braços longos ao redor do corpo de Inome, puxando-a contra o peito com uma força quase esmagadora, puramente possessiva, como se estivesse deixando claro que ela não iria a lugar nenhum.
Ele apoiou o rosto perto do dela, mantendo o abraço apertado enquanto os batimentos dele ainda desaceleravam. Com a voz já recuperando o tom baixo e firme, ele ditou no ouvido dela:
— Este procedimento... deverá ser integrado à nossa rotina habitual de forma permanente. A sua presença e as reações que você provoca exercem um efeito incomum nos meus processos cognitivos. Você anula o ruído externo e traz uma clareza à minha mente que eu não consigo replicar de nenhuma outra forma. Portanto, considero você indispensável a partir de agora.
Inome ouviu cada palavra, sentindo a responsabilidade imensa daquela possessividade, mas, em vez de recuar, ela se aconchegou ainda mais contra o peito largo dele. Erguendo um pouco o rosto, ela colou os lábios na bochecha de Sephiroth, deixando um beijo suave ali, antes de roçar a boca perto do ouvido dele e cochichar com a voz ainda um pouco trêmula:
— Eu prometo te manter são... Seph. Por favor, só não some de novo...
O General não respondeu em palavras, mas o aperto dos seus braços ao redor dela se tornou ainda mais firme e esmagador, selando aquele pacto silencioso entre os dois ali na sala trancada.

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