quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Hawkins: Untold Memories - Capitulo 5: Cura

 




 

Mais alguns dias haviam se passado. Holly e Mike arrumam a casa para a chegada de Jonathan e Nancy. Os dois estavam de férias do trabalho.

Mike e Judith arrumam o sofá-cama da sala, deixando confortável e aconchegante para o casal. No tapete ao lado, estava Erick, fazendo drama. 

 


 




– Que cooooooisa, eu vou ficar sem jogar video game uma semana. Que…. – Ele segurou a boca, fazendo pirraça.

– Oh que eu conto pra sua mãe que você aprendeu a falar que merda na escola! – Mike disse num tom brincalhão, mesmo que fosse uma bronca honesta.

– Não, tio! Não faz isso comigo! – Erick protestou, rolando no tapete.

Judith riu, negando com a cabeça. Crianças sendo crianças. 

 



 Holly chegou com os travesseiros.

– Será que a Nancy vai reclamar desse travesseiro? – Os colocou no sofá, dando de ombros.

– Qualquer coisa a gente fala que é novo, assim ela fica com culpa de reclamar. – Ele deu um sorriso travesso de irmão do meio, fazendo a caçula rir. Ela deu um tapinha no ombro dele.

– Que horror Mike! Isso não se faz. — E olhou para Judith. — Viu só? Cuidado com esse cara.

Judith riu, se sentindo cada vez mais aconchegada naquela família. 

 

Às três da tarde em ponto — com a pontualidade que só a Nancy Wheeler conseguiu manter após uma viagem — o som de pneus no cascalho e o barulho seco de um porta-malas abrindo anunciaram que as férias em Hawkins haviam oficialmente começado
 


Mike e Holly se entreolharam naquela cumplicidade de irmãos que já sabem que o furacão de malas e ordens estava prestes a entrar pela porta.

– Chegaram. – Mike anunciou, limpando as mãos na calça e indo em direção à entrada

 

A porta se abriu e o silêncio da casa foi substituído pelo som de rodinhas de malas e o perfume caro que Nancy sempre trazia de Nova York. Jonathan vinha logo atrás, carregando o maior peso, mas com aquele sorriso cansado e acolhedor de quem finalmente estava em casa.Mike foi até Jonathan, passando pela irmã, para ajudar ele com as malas. Nancy fez uma careta com a falta de formalidade do irmão. Mas era comum.

– Oh, Jonathan! Me deixa ajudar. – Disse Mike pegando uma das malas pesadas. Jonathan entregou metade sem nem pestanejar, estava cansado.

– Boa noite, Mike. – Ele sorriu um pouco.





Nancy já ia criando seu santuário na sala, colocando bolsas e malas por todo o canto, até em cima do rack. Seu ritual de viagem foi interrompido com um abraço caloroso de Erick. Ela sorriu largo, girando com ele no colo.

– Amorzinho da titiaaaaaaaaa! Que saudades, meu amor! Como você tá, anjinho? Se esforçando na escola?

Erick ria alegre com aquele abraço carinhoso, ele negou com a cabeça. – Não! Ontem a mamãe foi na escola ouvir uma bronca.

Holly riu, apoiando a mão no sofá. – Esse molequinho é uma dor de cabeça às vezes.

– Deixa que eu levo ele lá comigo pra Nova York. Se endireita em 3 dias.

— Nãooooooo tia! Nãoooo! – Ele riu, enquanto reclamava. Nancy riu junto, soltando ele.



Enquanto isso, Mike e Jonathan deixavam as malas de baixo da escada, suspirando de cansaço com o peso.

– Trouxe a casa inteira pra cá, Nancy? – Mike perguntou, brincalhão.

– Claro! Uma roupa pra cada dia em Hawkins. Um perfume, um batom… – Foi contando nos dedos, rindo.



Judith descia as escadas, seus cabelos úmidos ainda. Aparentemente tinha tomado banho. Ela acenou para as visitas. Nancy arregalou os olhos, na mesma intensidade que Jonathan abria a boca, quase caindo o queixo. O casal se aproximou um do outro, segurando as mãos. Eles olharam Holly, mas Nancy olhou seriamente para Mike. Esperando uma explicação. É a irmã mais velha, um olhar julgador já basta.

Mike sorriu desconcertado, os olhos se enchendo de lágrimas de novo.

– Não é a On, como vocês devem tá pensando… É a filha dela, a Judith.. Ela veio como mensageira, me dizer que a On tá bem… – Mike sorriu, um sorriso que passava paz e dor ao mesmo tempo.



Holly foi até Judith, puxando ela pela mão e se aproximando do casal. Ela sorriu largo.

– Uma menina de ouro! Educadinha igual a On! Vocês tem que ver! – Falou tentando quebrar o clima tenso.

Nancy olhou Jonathan, Jonathan olhou Nancy, uma troca de olhares como: “Então o Mike não estava alucinando… Não era a dor do luto…” Um olhar que só o casal entendia.

– Acho que aquela cena do seu livro que a maga voltaria pro paladino se concretizou, hm? – Nancy perguntou para Mike, soltando a mão de Jonathan. A irmã mais velha bagunçou o cabelo do irmão do meio.

Mike riu, limpando os olhos, apenas concordando. — Quase isso… Quase isso.

 





Jonathan olhou seriamente Judith, o olhar às vezes desviando para Mike. – Você não tá aqui só para abalar estruturas não né? – Olhou Mike de relance mais uma vez. — É sério.

Judith negou com a cabeça, o olhar firme. – Não. – Continuou séria, sussurrando. – A mamãe ainda está viva. Mas ele só vai saber disso em breve. – Confiou nele as palavras. Jonathan engoliu aquilo de forma agridoce, concordando com a cabeça.

– Bom que ele saiba logo. Ele deve tá sofrendo. – Afirmou, ainda sussurrando. Holly assistia aquilo atentamente.

Enquanto ao fundo, Nancy e Mike se abraçaram, se confortando. Às vezes brincando com ele.






Naquela noite, tiveram um momento familiar. Todos reunidos à mesa para jantar, enquanto conheciam cada detalhe de Judith e Judith deles.

Jonathan e Nancy contavam suas aventuras nas ruas nova-yorkinas, enquanto, de contraste, Judith contou como foi seus 20 anos vivendo no vilarejo com Jane.



CONTINUA


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